Origens da Família Vettorello
Do Vêneto ao Brasil, uma história ligada a Tezze sul Brenta, ao navio Alacrità e ao trabalho de famílias italianas que recomeçaram em São Paulo.
O sobrenome Vettorello, também encontrado em formas como Vittorelli, Vitorelli e Victorelli, é associado ao norte da Itália. Algumas tradições familiares atribuem ao nome raízes germânicas anteriores à fixação na região do Vêneto.
Há referências históricas a pessoas chamadas Vittorelli em Veneza e, sobretudo, ao poeta Jacopo Vittorelli, de Bassano del Grappa, cujos versos foram musicados por compositores como Verdi e Schubert.
Jacopo Vittorelli
Guarda che bianca luna!
Guarda che notte azzurra!
Un'aura non susurra,
Nò, non tremola uno stel.
Brasão dos Vittorelli
Partido de ouro e azul, com duas estrelas de seis raios na parte superior e um lírio na ponta, atravessando a divisão dos campos.
O brasão e as informações sobre as origens dos Vittorelli foram fornecidos em 2000 pelo professor Sérgio Vittorelli, de Bassano del Grappa.
Segundo o genealogista Carlos Abelardo Morello, Vittorelli, Vitorelli e Victorelli podem representar variações documentais de Vettorello, forma mais comum no norte italiano.
Os Vettorello de Tezze sul Brenta
Os antepassados diretos da família são originários de Tezze sul Brenta, na província de Vicenza, região do Vêneto, próxima a Bassano del Grappa.
Ermido Giovanni Vettorello, também conhecido no Brasil como Armido ou João Vittorelli, nasceu em 6 de janeiro de 1891. A documentação brasileira registrou variações tanto no nome quanto no ano de nascimento.
A chegada ao Brasil
Ermido imigrou com os pais, António Vettorello e Irene Peretto. A família viajou no navio Alacrità, provavelmente partindo de Gênova.
O grupo desembarcou no Rio de Janeiro em novembro de 1894 e, em seguida, chegou a Santos. Depois foi encaminhado para a região de Três Barras, então pertencente a Amparo, onde trabalhou na lavoura de café.
Em 1909, Ermido casou-se com Carlota de Faria, em Serra Negra. Posteriormente, a família mudou-se para a capital paulista.
Da lavoura à cidade
A trajetória dos Vettorello representa a experiência de milhares de italianos que deixaram o Vêneto no final do século XIX, trabalharam nas lavouras paulistas e, com o tempo, construíram novas vidas na cidade de São Paulo.